Boletim eletrônico da Escola da Ilha
Ano II – Nº 09

Veja nesta edição:

  1. Times da Escola da Ilha brilha nos Jogos Escolares Metropolitanos de Futsal
  2. Coragem e ética: o exemplo das meninas da Seleção Brasileira de Hóquei

Escola da Ilha brilha no Metropolitano de Futsal

A segunda etapa dos Jogos Escolares Metropolitanos de Futsal, dias 20 e 21 de agosto, foi marcada pela participação intensa e empolgante de várias equipes da Escola da Ilha.

A melhor e mais notável campanha foi, sem dúvida, da equipe feminina do Sub-13, treinada pelo Prof. Ceccato. Depois de uma primeira fase invicta, as meninas disputaram uma final emocionante e suada, contra a equipe do Antônio Peixoto. Ficaram com a medalha de ouro. O jogo foi disputadíssimo (3 x 3 no tempo regulamentar, 7 a 6 nos pênaltis), teve lances polêmicos (três gols da Escola da Ilha anulados) e torcida animada para ambos os lados. A raça e a categoria das “Cekatinhas” deixou a todos impressionados.

Com este resultado, as meninas já estão classificadas para os Jogos Estudantis Estaduais.

Tivemos outra equipe no pódio: o Sub-9, treinada pelo Prof. William, ficou com o terceiro lugar, depois de uma derrota na Semi-final para o time campeão (Imaculada I). Vale lembrar que a equipe teve uma vitória histórica, que está entre as maiores goleadas do torneio: 9 a 0 contra o time da Escola Dinâmica.

A equipe masculina Sub-15, treinada pelo Ceccato, ficou com o 4º lugar, depois de uma campanha invicta na primeira fase e de perder por 2 a 1 na semi-final para o Colégio Antônio Peixoto.

A equipe masculina Sub-07 conquistou duas vitórias (2 a 0 contra o Continente e 3 a 2 contra o Imaculada), amargou uma derrota em campo (3 x 6 contra a Dinâmica) e uma derrota por WO, porque alguns jogadores não tiveram condições de estar presentes na primeira partida da manhã de domingo.

A equipe masculina Sub-11 também honrou nossa camisa: apesar de três derrotas (contra o Criativo, o Continente e o Imaculada), os meninos jogaram com muita garra e determinação.

A Escola da Ilha sente-se honrada com este balanço. A todos os participantes - jogadores, treinadores, pais e torcedores - nossos parabéns. A todos os pais que apóiam as oficinas, nossos agradecimentos.

Jogadoras da Seleção Feminina de Hóquei na Grama:
coragem e ética ao renunciar aos Jogos Pan-Americanos

No início, para muitos, foi uma surpresa: o que eram aqueles tacos nas mochilas e quem eram aquelas meninas que às vezes vinham uniformizadas? Depois nos acostumamos.

Ao longo de mais de dois anos, a Escola da Ilha conviveu com um grupo de meninas que sempre nos deram orgulho: as jogadoras da Seleção Brasileira Feminina de Hóquei na Grama. A maioria das jogadoras estudava ou ainda estuda no Ensino Médio da Escola da Ilha e conciliavam as atividades escolares com os intensos treinamentos da Seleção.

Para elas, o coroamento deste trabalho seria a participação nos Jogos Pan-Americanos do Rio.

A Escola teve o prazer de acolhê-las, de adequar nosso trabalho pedagógico para não prejudicar esta preparação, de ceder espaço para reuniões e prestou outras formas de apoio, sempre gratuito. O envolvimento foi tal, que o Prof. Ceccato foi convidado a ser auxiliar técnico da Seleção, cargo que exerceu por 6 meses, e o Prof. William foi árbitro no Sul-Americano da Argentina.

Entretanto, alguns meses antes dos jogos Pan-Americanos, após uma participação problemática no Sul-Americano da Argentina, um grupo significativo de jogadoras decidiu renunciar à participação nos jogos Pan-Americanos e desligar-se temporariamente da seleção. O mesmo fez o Prof. Ceccato.

Esta decisão corajosa teve uma razão: as atitudes e o comportamento da Federação e de alguns integrantes da comissão técnica, em particular do treinador, comprometiam a preparação da equipe e, sobretudo, eram incompatíveis com os princípios éticos das jogadoras e de suas famílias.

“Estas meninas mostraram que têm coragem e que as futuras gerações podem ajudar a construir um país melhor”, diz Murilo Flores, pai de duas destas atletas. A Escola da Ilha compartilha desta opinião. Estas jovens adolescentes nos mostraram que temos razão. A elas, nossa sincera homenagem.

 

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