Principal >> Inclusão Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010
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INCLUSÃO

A garantia de acesso à educação e permanência na escola dos alunos portadores de necessidades especiais é um direito que vem sendo conquistado ao longo dos anos e está, hoje, previsto em lei. Trata-se de respeitar um direito de todos, de complementar a constante busca pelo respeito aos direitos humanos para todos os cidadãos, qualquer que sejam suas peculiaridades.

Ao longo destes anos, muitas idéias e práticas sobre inclusão vêm sendo discutidas e, cada vez mais aceitas e praticadas em diferentes segmentos educacionais. Vemos uma evolução constante neste sentido.

Hoje, sabemos que incluir não é normatizar as pessoas, não é criar técnicas e práticas para moldá-las a um único padrão estabelecido. Ser ou estar incluído é ter suas singularidades ou suas necessidades respeitadas, trabalhadas, desenvolvidas e integradas às do grupo que o recebe. Por esta razão, também o grupo (turma, professores e outros profissionais da comunidade escolar) deverá ser trabalhado, desenvolvido e integrado às peculiariedades do indivíduo, para acolhê-lo de forma construtiva. Inclusão é, assim, acomodação, assimilação e, portanto, adaptação tanto de quem entra, quanto de quem acolhe.

Por isso, as iniciativas de inclusão são, também para os demais alunos, uma oportunidade, afinal buscamos contribuir para a formação de cidadãos plenos, conscientes e preparados para a vida, com muitos conhecimentos, muita cultura e, sobretudo, muita ética. Inclusão significa, então, aprendizagem de todos.

Trata-se de um processo cheio de imprevistos, sem fórmulas prontas e que exige aperfeiçoamento constante. É uma inovação que não está necessariamente no inusitado, mas muitas vezes, na concretização do óbvio, do simples, do que é possível fazer na realidade em que (con)vivemos, para que possa ser compreendida e aceita.

Este foi um dos desafios básicos estabelecidos para o Setor de Psicopedagogia da Escola, implantado a partir de 2005. Para dar conta dele e transformar intenção em prática efetiva, temos investindo desde então na capacitação dos professores (reuniões, palestras, cursos) e dos demais profissionais da Escola e no acompanhamento sistemático de suas atividades. A Escola trabalha, constantemente, na conscientização de toda a comunidade escolar sobre o tema e, sobretudo, na adequação dos métodos de trabalho de toda a Escola à diversidade entre os alunos.

Este setor está, desde a sua criação, sob a responsabilidade da profissional Ana Cristina Castro Antunes, licenciada em Pedagogia (OE) pela Universidade Regional de Blumenau; Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica pelo Centro de Estudos Psicopedagógicos de Curitiba-CEP, vinculado ao CEP Jorge Visca, de Buenos Aires; Especialista em Desenvolvimento Infantil pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC.


Algumas diretrizes adotadas

Com base no conhecimento acumulado e na experiência dos profissionais envolvido, e em conformidade com a legislação vigente, a Escola adotou algumas diretrizes básicas para praticar a inclusão. Entre outras preocupações estão:

  • Respeito ao ritmo e aos limites dos alunos com necessidades especiais;

  • A adequação do trabalho didático para garantir a participação de todos os alunos, inclusive os alunos com necessidades especiais, com adaptações nos currículos, nas práticas pedagógicas e com atividades de integração com a turma;

  • O desenvolvimento de atividades específicas com o aluno, que auxiliem no seu desenvolvimento individual e na sua socialização, buscando sempre evitar o isolamento do aluno com relação aos colegas e ao ritmo do coletivo (tarefas e avaliação com conteúdo e forma adequadas);

  • O intercâmbio constante de informações entre a Escola, a família e os profissionais que eventualmente atuam com o aluno fora do contexto escolar, de forma a permitir um trabalho em rede e uma cooperação;

  • A integração do aluno na sua turma, o que inclui em particular um trabalho constante de conscientização dos alunos sobre a importância do respeito às diferenças.

Sabendo que não basta determinar diretrizes e fixar objetivos para cada caso, a Escola tem desenvolvido um programa de formação continuada dos professores, além de realizar um acompanhamento constante da prática cotidiana da Escola e dos seus profissionais. Neste sentido, também, temos buscado envolver também todos os funcionários que atuam com os alunos portadores de necessidades especiais.


O que se espera dos pais e da família

Além disto, a Escola busca, junto com os demais profissionais que atuam com estes alunos, estimular os pais a adotar práticas e hábitos que auxiliem no desempenho das atividades na Escola, tais como:

  • Propiciar brincadeiras e jogos que incentivem a atenção, a concentração, o raciocínio e a criatividade;

  • Estabelecer uma rotina diária para que a criança possa se organizar internamente;

  • Dar significado e mostrar a importância da leitura, da escrita e dos cálculos;

  • Estimular a leitura de livros de literatura infantil, filmes com legenda, quadrinhos, entre outras leituras;

  • Incentivar a escrita através de brincadeiras;

  • Mostrar na prática o raciocínio matemático, exercitando o cálculo mental em situações diversificadas do cotidiano;

  • Realizar o acompanhamento sistemático da criança na escola e nas tarefas escolares;

  • Estimular a curiosidade da criança;

  • Dormir no mínimo 8 horas diárias, de preferência dormir e acordar cedo;

  • Não ficar por muitas horas numa mesma atividade, por exemplo assistir televisão ou jogar vídeo game ou no computador;

  • Permitir e estimular experiências motoras como: subir em árvores, jogar futebol, andar de bicicleta, brincar de correr, descascar laranja, amarrar seus sapatos, abrir latas, alimentar-se com diferentes tipos de talheres (garfo/faca), vestir-se sozinho, etc.

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